sábado, 23 de outubro de 2010

Nasa fotografa momento em que supermancha solar lança labaredas no espaço

A agência espacial norte-americana (Nasa) divulgou nesta quinta-feira em seu site a imagem da supermancha solar batizada de 1112, no exato momento em que lançava labaredas no espaço.

Até hoje, nenhuma explosão produziu uma ejeção expressiva de massa coronal (partículas de altas energias) em direção ao planeta Terra.

Outro dado importante é a existência de um grande filamento magnético cortando o hemisfério sul do Sol. Ele é tão extenso, que ultrapassa a distância que separa a Terra da Lua --cerca de 380 mil quilômetros.

É possível identificar um ponto brilhante um pouco acima do filamento --a radiação ultravioleta da supermancha solar. Se ocorresse uma explosão, toda a estrutura entraria em erupção.

Fonte: Folha.com

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Dupla de cientistas propõe mandar astronautas em viagem só de ida a Marte

Perigos da permanência no espaço cairiam pela metade e humanidade ganharia um 'bote salva-vidas'

Uma das grandes dificuldades do envio de astronautas a Marte está na duração da viagem. Com a tecnologia disponível hoje, uma nave tripulada levaria pelo menos seis meses para chegar ao planeta vermelho e mais seis na volta. Esse período prolongado de exposição à radiação do espaço e à microgravidade representa um risco para a saúde humana. Em artigo no periódico científico online Journal of Cosmology, uma dupla de pesquisadores propõe uma forma radical de reduzir o perigo pela metade: eliminar a viagem de volta.
De acordo com o artigo, a viagem só de ida traria ainda uma grande redução de custos em relação às perspectivas de missões de ida e volta, além de garantir um firme comprometimento com a exploração do planeta vermelho, já que os colonos precisarão, no início, receber remessas de suprimentos enviados da Terra.

A despeito disso, o primeiro contingente de astronautas teria de fazer uso intensivo de recursos naturais marcianos, como água - sondas robóticas já demonstraram que algumas regiões de Marte têm gelo no subsolo - e abrigar-se em cavernas.

O que não puder ser produzido em Marte seria enviado da Terra em missões de suprimentos. "Essa fase semiautônoma pode durar décadas, talvez séculos", reconhecem os autores.

Na visão dos autores, os quatro pioneiros seriam apenas os primeiros moradores de uma ocupação crescente do planeta.

Veja a reportagem completa clicando aqui:Estadão.com

Astrônomos anunciam idade do objeto mais antigo já observado

Hoje em dia a galáxia é tão velha que provavelmente não existe mais em sua forma original

Pesquisadores acreditam ter encontrado a coisa mais antiga já avistada no Universo: uma galáxia muito, muito distante, de muito tempo atrás.
Escondida numa imagem do Telescópio Espacial Hubble divulgada meses atrás há uma pequena mancha de luz que, de acordo com cálculos feitos por astrônomos europeus, é uma galáxia de 13,1 bilhões de anos atrás.
Esta é uma época em que o Universo era extremamente jovem, com apenas 600 milhões de anos. Isto faz dela a galáxia mais primitiva e mais distante já avistada.
Hoje em dia a galáxia é tão velha que provavelmente não existe mais em sua forma original e já se fundiu com as vizinhas, disse Matthew Lehnert, do Observatório de Paris, principal autor do estudo publicado na revista científica Nature.
"Estamos olhando para o Universo quando ele tinha 5% de sua idade atual", disse o astrônomo do Instituto de Tecnologia da Califórnia Richard Ellis, que não tonou parte no estudo. "Em termos humanos, estamos olhando para um menino de quatro anos dentro do tempo de vida de um adulto".
Embora Ellis considere a base do trabalho "muito boa", houve outras alegações sobre a idade de objetos cósmicos que não sobreviveram a uma análise mais aprofundada, e há céticos em relação a este último. Mas todos consideram o trabalho importante.
Os astrônomos europeus calcularam a idade da galáxia depois de 16 horas de observação em um telescópio no Chile, que buscou assinaturas na luz do gás hidrogênio.
Há alguns meses, astrônomos estimaram que os pontos mais distantes na foto do Hubble, apresentada numa reunião de cientistas em janeiro, seria de 600 milhões a 800 milhões de anos após o Big Bang.
No estudo mais recente, os pesquisadores focalizaram uma única galáxia na análise da assinatura do hidrogênio, refinando a estimativa de idade. O pesquisador Garth Illingworth, da Universidade da Califórnia, Santa Cruz, que foi o responsável pela imagem do Hubble, disse que o novo trabalho fornece confirmação para a idade usando uma técnica diferente, algo que considera excepcional "para objetos tão tênues".
A galáxia não tem nome - apenas letras e números. Por isso, Lehnert e colegas decidiram chamá-la de "bolha de alto desvio para o vermelho".
O que é mais interessante para os cientistas é que a descoberta se encaixa nas teorias de quando as primeiras estrelas e galáxias nasceram.

Fonte:Estadão.com

Cientistas do Cern esperam revelar dimensões ocultas em 2011

Universos paralelos e forma desconhecidas de matéria também estão na agenda do LHC

Físicos que sondam as origens do Universo esperam, no próximo ano, conseguir as primeiras provas a respeito da existência ou não de coisas como Universos paralelos e dimensões ocultas.
À medida que o Grande Colisor de Hádrons (LHC) intensifica suas atividades, eles falam com cada vez mais entusiasmo da "nova física" que pode estar no horizonte e que tem o potencial de mudar as ideias correntes sobre a natureza e o funcionamento do Universo.

"Universos paralelos, formas desconhecidas de matéria, dimensões extras... Esse não é o material de ficção científica barata, mas teorias físicas concretas que cientistas estão tentando confirmar com o LHC e outros experimentos".
É assim que os membros do Grupo Teoria do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern) descrevem a situaçõe, num boletim produzido para o público interno.
O otimismo entre as centenas de cientistas que trabalham no Cern vem crescendo depois do início turbulento das atividades do gigantesco colisor de US$ 10 bilhões.
Neste mês, o diretor-geral Rolf Heuer disse aos funcionários que prótons estão colidindo ao longo do anel subterrâneo de 27 km numa taxa de 5 milhões por segundo duas semanas antes da data esperada.
No ano que vem, as colisões vão ocorrer - se tudo seguir de acordo com os planos - numa taxa que produzirá uma quantidade colossal de dados para análise.
As colisões, à beira da velocidade da luz, recriam o que existia uma pequena fração de segundo após o Big Bang, há 13,7 bilhões de anos.
Os teóricos do Cern dizem que as colisões poderiam dar sinais claros da existência de outras dimensões além de largura, comprimento, altura e tempo, porque fragmentos de colisões de altíssima energia poderão ser rastreados desaparecendo - provavelmente mergulhando numa dimensão oculta - e depois ressurgindo.
Universos paralelos também podem estar escondidos nessas dimensões, dizem algumas teorias.

Fonte:Estadão.com

sábado, 28 de agosto de 2010

Sistema estelar binário aumenta chance de colisão de planetas

Sistemas binários próximos podem não ser os melhores lugares para o surgimento de vida, de acordo com um novo estudo com dados do telescópio espacial Spitzer da Nasa (agência espacial americana).

O observatório infravermelho registrou uma grande quantidade de poeira ao redor de três pares de estrelas maduras com órbitas próximas. Segundo astrônomos, a poeira teria vindo de grandes colisões planetárias.

Para Jeremy Drake, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, nos EUA, planetas nesses sistemas podem colidir mais facilmente.

Drake é o líder da pesquisa, publicada na revista "Astrophysical Journal Letters".

As estrelas binárias observadas no estudo estão separadas por apenas 3,2 milhões de quilômetros (2% da distância entre a Terra e o Sol).

Os pares realizam uma órbita completa em poucos dias, mostrando sempre a mesma face uma para a outra. As estrelas têm tamanho parecido com o do Sol e provavelmente alguns bilhões de anos.

O movimento orbital das estrelas altera a força gravitacional exercida sobre os planetas, perturbando suas órbitas e aumentando as chances de colisão.


Fonte: Folha.uol.com.br

Júpiter é atacado por asteroide pela terceira vez em 13 meses

Pela terceira vez em pouco mais de um ano, astrônomos amadores detectaram um cometa ou asteroide chocando-se contra Júpiter.

As observações, possíveis pela difusão no uso de equipamentos de gravação de vídeos astronômicos, mostra que impactos no planeta gigante ocorrem mais frequentemente do que se pensava.

O objeto celeste (cometa ou asteroide) atingiu a atmosfera de Júpiter produzindo uma pequena bola de fogo. O evento foi gravado independentemente por dois astrônomos amadores japoneses, que gravaram vídeos de seus telescópios.

A observação assemelha-se a de outros nos últimos 13 meses - uma em junho deste ano e outra em julho de 2009.

ABUNDÂNCIA SÚBITA

Antes destas três observações, apenas um caso definitivo de colisão entre cometa ou asteroide contra Júpiter havia sido registrado: o choque de fragmentos do cometa Shoemaker-Levy 9 em 1994, um evento que foi previsto com antecedência e observado em todo o mundo com o uso de telescópios profissionais.

Em 1690, no entanto, o astrônomo italiano Giovanni Domenico Cassini, que descobriu quatro dos mais de 34 satélites de Saturno, desenhou um evento parecido com um impacto.

Na época da colisão do cometa em 1994, astrônomos pensavam que impactos em Júpiter ocorriam uma vez a cada vários séculos. Mas as observações recentes de amadores sugerem que essa estimativa está errada.

A abundância súbita dessas observações deve-se em parte à técnica de construir imagens estáticas muito nítidas pela composição dos quadros mais claros de uma gravação, diz Glenn Orton, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (agência espacial americana).

REDE GLOBAL

Orton e um grupo de astrônomos, liderados pelo amador australiano Anthony Wesley, sugeriram criar uma rede global de pequenos telescópios automáticos para monitorar Júpiter continuamente.

Eles enviaram a proposta a um comitê do Conselho Nacional de Pesquisa dos EUA, que irá estabelecer prioridades para ciências planetárias para a próxima década em um relatório a ser divulgado em 2011.

Fonte: Folha.uol.com.br

Manchas solares podem mudar duração dos dias terrestres

A maioria de nós não nota, mas nem todos os dias têm a mesma duração. Agora um novo estudo mostra que as manchas solares - regiões escuras que aparecem na superfície do Sol - pode ser parcialmente responsáveis pelas curtas flutuações (da ordem de milisegundos) no tempo de rotação da Terra sobre seu próprio eixo.

A descoberta poderia ajudar a direcionar espaçonaves de forma mais precisa.

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Já existem explicações por que o comprimento dos dias varia. Mudanças nos ventos e nas correntes oceânicas podem fazer com que a velocidade de rotação da Terra diminua ou aumente para compensar, de forma a manter o momento angular total do planeta constante.

Enquanto isso, mudanças na forma como a matéria é distribuída ao redor do planeta, devido a mudanças no clima, podem afetar a velocidade de rotação da Terra.

A mais recente associação entre manchas solares - cuja abundância sobe e cai em ciclos de 11 anos - e a taxa de rotação terrestre é talvez a mais bizarra já observada.

Pesquisadores já haviam observado que a taxa de rotação flutua com as estações em resposta às mudanças nos padrões de rotação de ventos.

Agora uma equipe liderada por Jean-Louis Le Mouël, do Instituto de Geofísica de Paris, na França, descobriu que o efeito sazonal também cresce e decresce em ciclos de 11 anos, de forma semelhante às manchas solares.

ESTAÇÕES

As estações têm um efeito maior na rotação quando as manchas são escassas, a um efeito menor quando as manchas são abundantes, segundo análises de dados de 1962 a 2009.

A equipe suspeita que essa ligação entre abundância de manchas solares e taxa de rotação se deve a mudanças causadas pelas manchas sobre os padrões de vento na Terra.

Uma maneira que isso poderia ocorrer é por meio de mudanças no índice de luz ultravioleta do Sol.

Porque luz ultravioleta pode aquecer a estratosfera, manchas solares poderiam alterar os padrões de ventos, diz Steven Marcus, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (agência espacial americana), na Califórnia.

Se comprovada a ligação com as manchas solares, a descoberta poderia ser útil no uso de antenas de rádio usadas para rastrear espaçonaves. Um erro de um milisegundo no período de rotação poderia alterar cálculos da localização da nave em milhares de quilômetros se a nave estiver a uma longa distância (próxima a Marte, por exemplo).

O estudo foi publicado no periódico "Geophysical Research Letters".


Fonte: Folha.uol.com.br

Dois dos objetos mais escuros do Universo podem gerar "luz invisível"

Dois dos objetos mais escuros no Universo podem estar produzindo luz invisível (radiação). Quando jatos liberados pelo buraco negro supermaciço existente no centro de uma galáxia colidem com matéria escura, eles podem produzir raios gama detectáveis na Terra, evidência indireta da existência da tão falada matéria escura.

Jatos de partículas são liberados de buracos negros a velocidades próximas a da luz. Como uma espécie de "arroto cósmico", eles estariam relacionados a pedaços de matéria escura que teriam caído no buraco negro.

Stefano Profumo, da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, e sua equipe calcularam como elétrons em um desses jatos interagiriam com a matéria escura circundante.

Eles focaram especificamente nos tipos de partículas de matéria escura previstas por duas grandes teorias: a superssimetria, que propõe que cada partícula ordinária possui um parceiro, e outra teoria que assume a existência de uma quarta dimensão no Universo.

FUSÃO DE PARTÍCULAS

A equipe descobriu que, em vez de simplesmente se chocarem, alguns dos elétrons e das partículas de matéria escura poderiam se fundir, transformando-se em uma única versão superssimétrica ou quadridimensional do elétron. Essa partícula seria pesada; a maioria da energia cinética do elétron (energia de movimento) seria usada na criação da nova partícula. Consequentemente, essa partícula ficaria quase parada.

Se a partícula decaísse de volta para a forma de um elétron e de uma partícula de matéria escura, o elétron liberaria raios gama. Ao contrário de uma partícula que se move rapidamente, como as dos jatos, essa partícula quase parada emitiria raios gama que poderiam viajar em qualquer direção. Isso potencialmente as tornaria mais fáceis de distinguir da montanha de fótons presentes no jato, diz o colaborador Mikhail Gorshteyn, da Universidade de Indiana, em Bloomington.

A ideia de que partículas de um buraco negro poderiam interagir com matéria escura para produzir raios gama já havia sido proposta, mas o estudo anterior sugeria que os raios seriam muito fracos para serem detectados na Terra.

RESSONÂNCIA

Profumo e sua equipe, no entanto, descobriu que numa faixa estreita de energia dos elétrons, quase todos os elétrons colidindo com matéria escura irão se converter em uma versão superssimétrica ou quadridimensional. Esse efeito de "ressonância" produziria raios gama que poderiam ser detectados por telescópios orbitais, como o Telescópio Espacial Fermi, da Nasa (agência espacial americana), disse Gorshteyn. Jatos

A equipe calcula que o efeito poderia explicar as frequências de raios gama medidas pelo telescópio Fermi oriundas do buraco negro no centro da galáxia Centaurus A. Mas o espectro de frequência de raios gama de outra galáxia, Messier 87, não bate com seus cálculos.

"É preciso considerar esses resultados como muito prematuros", diz Lars Bergstrom, da Universidade de Estocolmo, na Suécia. Contudo, ele acrescenta que diferenças na distribuição da matéria escura nas duas galáxias pode explicar a discrepância.

"O mais animador é que já temos alguns indícios em dados do Fermi", diz Profumo, "mas, é claro, precisamos confirmar".

O estudo foi publicado no site "arxiv.org", que reúne publicações de livre acesso em formato eletrônico.


Fonte: Folha.uol.com.br