sábado, 6 de março de 2010

Plutão em technicolor

A Nasa divulgou uma série de imagens em "cor quase real" feitas pelo telescópio espacial da superfície do ex-planeta Plutão. É a vista mais detalhada da superfície de plutão, e revela um mundo muito mais colorido e movimentado que o bloco de gelo uniforme e sem graça que o senso comum imagina que ele seja.

Diz o comunicado da Nasa:

"As imagens feitas pelo Telescópio Espacial Hubble mostram um mundo gélido e de cor de melado que passa por mudanças em sua cor de superfície e em seu brilho. Plutão ficou bem mais avermelhado, enquanto seu hemisfério norte, iluminado, ficou mais brilhante. Essas mudanças são provavelmente consequência da sublimação do gelo no polo iluminado e de seu recongelamento no outro polo, à medida que o planeta-anão entra na próxima fase de seu ciclo solar de 248 anos. A mudança de cor aparentemente ocorreu em um período de dois anos, entre 2000 e 2002."

O tom geral alaranjado da superfície, segundo a Nasa, se deve à quebra de metano pela radiação ultravioleta do Sol.

A agência adverte os fãs de Plutão a saborearem as imagens: só em 2015 teremos uma visão melhor da superfície do ex-planeta, quando a sonda New Horizons estiver a seis meses de sua aproximação máxima do astro.

Fonte: Folha Online - Blogs - Laboratório

segunda-feira, 1 de março de 2010

Nasa divulga fotos espaciais captadas pela sonda Wise

da Efe, em Washington

A agência espacial norte-americana Nasa divulgou as primeiras imagens do cosmos feitas pela sonda Wise, que mostram, entre outras, a galáxia de Andrómeda e um cometa com um rastro de mais de 16 milhões de km. As imagens foram liberadas na quarta-feira (17/02/2010).

A sonda Wise (Wide-field Infrared Survey Explorer) começou a transmitir em 14 de janeiro e os cientistas da Nasa já receberam mais de 250 mil imagens, indicou a agência espacial americana em comunicado.

Foto AP

Imagem divulgada pela Nasa traz galáxia Andrômeda, também conhecida como Messier 31, capturada pela Wide

"A Wise funcionou de maneira fabulosa", disse Ed Weiler, administrador adjunto do Diretório de Misiones Científicas da Nasa em Washington.

"Estas primeiras fotografias estão demonstrando que a missão secundária da sonda de localizar asteroides, cometas e outros objetos será tão importante como observar todo o céu sob luz infravermelha", acrescentou.

Uma das imagens mostra um cometa batizado de "Siding Spring", cujo rastro parece uma mancha de pintura vermelha com uma estrela azul.

Pelos cálculos dos cientistas, a missão de Wise deverá terminar em outubro deste ano, quando deve acabar o combustível que alimenta seus instrumentos para funcionar.

Fonte: Folha de São Paulo

Astrofísicos decodificam origem das supernovas

da France Presse, em Chicago

Astrônomos que há muito tempo utilizam as supernovas como marcos históricos cósmicos para ajudar a medir a expansão do universo, têm agora uma resposta à pergunta sobre o que provoca essas explosões massivas, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira (18) na revista "Nature".

As supernovas, estrelas que explodem no fim de suas vidas, "são objetos cruciais para compreender o universo", explicou o principal autor do estudo, Marat Gilfanov, do Instituto Astrofísico Max Planck da Alemanha, durante a apresentação da pesquisa realizada por sua equipe.

foto AP

Supernova (explosão estelar) mais recente de que se tem notícia na Via Láctea, que ocorreu há 140 anos

"O fato de não conhecermos seu funcionamento era um aborrecimento. Agora começamos a compreender o que acende o pavio que provoca essas explosões", disse.

Segundo a maioria dos cientistas, algumas supernovas, conhecidas como as de tipo 1a, se formam quando uma anã branca --o coração degenerado de uma estrela vermelha gigante-- fica instável após superar sua massa máxima.

Motivos

A instabilidade pode ser resultado da fusão de duas anãs brancas ou do "acréscimo", um processo pelo qual a gravidade de uma estrela absorve uma parte da matéria da outra.

Graças ao telescópio espacial norte-americano Chandra X-Ray Observatory da Nasa, Marat Gilfanov e seus amigos estudaram as supernovas de cinco galáxias elípticas, assim como a da região central da galáxia Andrômeda.

"Nossos resultados permitem pensar que quase todas as supernovas das galáxias que temos estudado são resultados de fusões de duas anãs brancas", destaca Akos Bogdan, do Instituto Max Planck, co-autor do estudo.

"Se as supernovas fossem produzidas por acréscimo, as galáxias seriam cerca de 50 vezes mais brilhantes sob o efeito dos raios-x, que é o que na realidade observamos", acrescentou.

Serão necessários mais estudos para determinar se a fusão é também a primeira causa do surgimento das supernovas em galáxias espirais.

Fonte: Folha de São Paulo

Estrela "engorda" planeta e está prestes a devorá-lo

da New Scientist

Um planeta fora de nosso Sistema Solar, ou seja, um exoplaneta, está sendo "engordado" por sua estrela, que parece pronta para devorá-lo.

O WASP-12b é um planeta gigante gasoso que tem massa equivalente a 1,4 vezes a de Júpiter --o maior do sistema planetário em que fica a Terra.

No entanto, ele já foi inflado para um tamanho de aproximadamente 1,8 vezes o tamanho de Júpiter.

Shu-lin Li, do Instituto Kavli para Astronomia e Astrofísica em Beijing, China, e seus colegas, dizem que este fenômeno é causado pela gravidade da estrela.

A gravidade estelar agita o interior do planeta, gerando calor e expandindo seus gases. Com isso, o Wasp-12b em estado expandido mal consegue segurar sua atmosfera mais exterior.

Isto deve permitir que a estrela roube matéria do planeta, consumindo-a completamente em cerca de 10 milhões de anos, estima o grupo.

"Isto pode parecer um longo tempo, mas para astrônomos não é nada", diz Li. Como referência, a terra já tem uma história estimada em mais de 4,5 bilhões de anos.

O WASP-12b orbita sua estrela em um ciclo de 26 horas. O estudo a respeito foi publicado na revista "Nature".

Fonte: Folha de São Paulo


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Novo telescópio substituirá Hubble em 2013

Um novo telescópio ultravioleta que entrará em órbita a 42.164 quilômetros da Terra e permitirá observações astronômicas sem interferências da atmosfera será o sucessor do Hubble a partir de 2013, quando o novo será lançado.

A Universidade Complutense de Madri (UCM) apresentou nesta sexta-feira (12) o projeto World Space Observatory - Ultraviolet (WSO-UV), liderado pela agência espacial russa Roscosmos e que conta com participação da Espanha, Alemanha, Ucrânia e China.

A missão WSO-UV cobrirá o espaço deixado pelo telescópio espacial Hubble ao final de sua missão e será o único observatório astronômico para imagem e espectroscopia ultravioleta do planeta entre 2013 e 2023, informou a UCM em comunicado.

Lançado em 1990, o Hubble foi o primeiro telescópio no espaço e conseguiu captar imagens de fenômenos nunca antes observados.

Os dois centros que controlarão o novo telescópio espacial serão instalados no Instituto de Astronomia da Academia de Ciências Russa e na Escola de Estatística da universidade madrilena.

Com o novo telescópio, os astrônomos pretendem conhecer a composição e distribuição do material intergaláctico, descobrir a evolução química do Universo desde sua composição original e analisar as atmosferas de outros planetas e estrelas.

Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Superfície de menor planeta fora do Sistema Solar é rochosa, dizem cientistas

Dados detalhados sobre o menor planeta já encontrado fora do nosso sistema solar sugerem que se trata de uma "super-Terra" com superfície rochosa, muito parecida com a nossa, disseram astrônomos europeus nesta quarta-feira (16).

O chamado exoplaneta, cuja descoberta foi anunciada em fevereiro, tem cinco vezes a massa da Terra, o que, combinado com seu raio, sugere que tenha uma superfície sólida e uma densidade semelhante ao do nosso planeta.

"Isso é ciência no que ela tem de mais excitante e incrível", disse o astrônomo suíço Didier Queloz, chefe da equipe que fez as observações.

Cerca de 330 exoplanetas já foram achados orbitando outras estrelas além do Sol. A maioria são gigantes gasosos com características semelhantes a Netuno, que tem 17 vezes a massa da Terra.

Mas o planeta citado no estudo de hoje --chamado pelo singelo nome CoRoT-7b --é diferente. Ele completa uma órbita a cada 20 horas, a uma distância de apenas 2,5 milhões de quilômetros da sua estrela. Sua temperatura oscila entre 1.000ºC e 1.500ºC, o que significa que não pode abrigar vida. Seu raio é cerca de 80% maior que o da Terra.

Em artigo na revista "Astronomy and Astrophysics", os cientistas disseram que suas conclusões colocam o CoRoT-7b na categoria das "super-Terras". Cerca de 12 delas já foram localizadas, mas é a primeira vez que se mensura com relativa precisão a densidade e a massa de um exoplaneta tão pequeno, disseram eles.

Para fazer essas medições, eles usaram um dispositivo chamado "procurador de planetas por velocidade radial de alta precisão" (Harps, na sigla em inglês), que é um espectrógrafo ligado ao telescópio do Observatório Europeu Meridional, em La Silla, no Chile.

De acordo com os cientistas, esse é "o melhor dispositivo caçador de exoplanetas no mundo. Embora o Harps seja certamente imbatível quando se trata de detectar exoplanetas pequenos, as medições do CoRoT-7b se mostraram tão exigentes que tivemos de reunir 70 horas de observações", disse François Bouchy, outro integrante da equipe europeia de astrônomos.

Fonte: Folha.uol/a>

Radiação é maior perigo para viagem a Marte, aponta estudo

Esqueça o risco de foguetes explosivos ou de ser golpeado por um pedaço de lixo espacial rebelde.

A radiação deve ser o maior obstáculo para exploração humana além da órbita próxima à Terra, e poderia causar sérias dificuldades para uma missão recentemente proposta para a órbita de Marte.

Plano atual

Um estudo solicitado pela Casa Branca para revisar as atividades da Nasa (agência espacial norte-americana) de voo espacial com humanos sugere enviar astronautas para uma das luas de Marte, Phobos ou Deimos, entre outras possibilidades indicadas em relatório publicado semana passada.

Dessas posições, os astronautas poderiam usar robôs por controle remoto para explorar a superfície marciana e obter imagens --tanto do planeta como da lua em si-- para posterior estudo na Terra.

Isto evitaria a necessidade de desenvolver equipamento caro para fazer humanos aterrissarem em um corpo celeste com gravidade tão grande como Marte.

"Eu iria a Phobos ou Deimos sem hesitar, mesmo sem qualquer esperança de pouso em Marte", diz o cientista planetário Pascal Lee, do Instituto Marte, organização de pesquisa baseada na Califórnia, nos EUA.

Na semana passada, a Nasa também havia anunciado estratégia priorizando Marte em detrimento da Lua.

Limitações e câncer

A ameaça da radiação espacial na forma de raios cósmicos deve manter os astronautas confinados a bem perto de casa.

Os raios compõem-se, na verdade, de prótons em alta velocidade e núcleos atômicos mais pesados que "chovem" em nosso Sistema Solar vindos de todas as direções.

Eles podem atravessar e fatiar moléculas de DNA quando passam por células vivas --e o dano resultante pode levar ao câncer.

Pessoas no solo estão protegidas pela atmosfera do nosso planeta e o campo magnético, que também fornece alguma proteção para os astronautas na ISS (Estação Espacial Internacional).

Até as missões lunares são curtas o suficiente para manter baixo o risco devido à radiação, e a própria Lua também bloqueia metade das partículas que chegam. Mas tripulações em jornadas além disso não teriam tal proteção.

O estudo feito para a Casa Branca espera uma missão a Marte com duração de 750 dias. Uma vez que tais viagens expõem astronautas a mais radiação que o permitido atualmente, a Nasa terá que considerar aceitar riscos mais altos para as missões.

Fonte: Folha-uol

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Galáxia de Andrômeda "canibaliza" vizinhas menores

Estudo publicado nesta quarta-feira pela revista britânica "Nature" mostra que a maior de nossas galáxias vizinhas, a de Andrômeda, cresce por "canibalismo". Isso confirma modelo de crescimento hierárquico das galáxias.

A descoberta foi feita ao analisar restos de galáxias anãs absorvidas ou desmembradas por ela.

"Detectamos estrelas e estruturas que são, quase com toda a certeza, restos de galáxias anãs destruídas pelos efeitos das marés de M31 [como também é conhecida a galáxia de Andrômeda]", explicou a equipe de Alan McConnachie, do Instituto de Astrofísica NRC Herzberg de Victoria, Canadá.

A equipe internacional de astrônomos utilizou um telescópio compartilhado por Canadá, França e Havaí para observar os arredores dessa galáxia, situada a 2,5 milhões de anos-luz da Via Láctea --1 ano-luz equivale a 9,5 trilhões de quilômetros.

Em uma ampla zona ao redor do disco conhecido de Andrômeda, os astrônomos descobriram estrelas que não puderam se formar por falta de densidade suficiente de gás. Daí a ideia de que sua origem sejam galáxias anãs absorvidas por Andrômeda, muitas delas ainda por detectar.

A Galáxia do Triângulo é uma das vítimas "devoradas". Cercada por uma estrutura estelar "que é a prova de um recente encontro com a M31", milhões de suas estrelas foram sendo jogadas para fora.

Calcula-se que este encontro tenha acontecido há alguns bilhões de anos, quando o Triângulo, uma pequena galáxia de 2 bilhões de estrelas, se aproximou a "apenas" 130 mil anos-luz da gigante Andrômeda, galáxia com 100 bilhões de estrelas.


Fonte: folha.uol.com.br/